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TENDÊNCIA – Pelo mundo com eles… os globos terrestres
19/09/2017

Parte desta evolução que hoje observamos no mercado brasileiro de globo terrestre se deve ao trabalho do italiano Mario Fiorentino, que chegou no Brasil na década de 60 e observou a quase inexistência dos globos produzidos no país. Iniciou então, nos anos 80, as primeiras pesquisas para começar a fabricação. Da implementação do negócio até o desenvolvimento tecnológico foram quase dois anos de muito investimento. Para cada modelo de globo foram desenvolvidas máquinas e tecnologias exclusivas.
O primeiro globo criado pela Libreria foi o D21, com 21cm de diâmetro,  usando na esfera o papelão e plástico na base. O mapa da terra possuía configuração física – que é a ilustração da imagem que se vê por satélite, como uma fotografia do planeta. Depois veio a configuração política com a divisão dos países sinalizada em diferentes cores.
Com os anos, o portfólio da Libreria foi sendo expandido e novos globos surgiram em tamanhos  variados – de 10 cm, 30 cm e 40 cm – com novas matérias-primas, tanto para a confecção das esferas, quanto para as bases e um grande sortimento de cores, as iluminações também foram modernizadas com o uso crescente do LED, além de várias configurações cartográficas.
Atualmente, além das configurações física e política dos globos terrestres, a Libreria disponibiliza globos nas versões: histórico, tectônico (com a colocação de todas as placas tectônicas), oceânico (com os relevos abaixo dos oceanos e mares), bioma (com informações da fauna e flora), continental (com divisão dos continentes representada por paleta de cores), lunar e celeste (visão das estrelas e constelações). “Nos propomos a manter um portfólio variado. Neste momento lançamos novas cores para a base e réguas de meridianos, como também apresentamos novas versões de globos”, declara Mario Fiorentino, CEO da Libreria Editora.
E como os papeleiros podem trabalhar a exposição dos globos no ponto de venda? O executivo da Libreria afirma que primeiro o lojista deve manter alguns modelos fora da embalagem e aqueles que são luminosos podem ser acesos, seja na vitrine ou nas prateleiras. “Talvez por não ter um ponto de energia próximo, o que muitas vezes é simples de ser resolvido, o lojista mantém as versões luminosas apagadas, mas o globo iluminado além de chamar a atenção para si em meio a tantos outros produtos, também acaba despertando a atenção dos consumidores para as mercadorias expostas mais próximas, contribuindo para promover as vendas e um giro mais rápido”, afirma Mario.

Globo interativo

Quem também realiza importantes investimentos para a cada ano trazer novidades é a Tecnodidattica. Este ano o destaque é o globo eletrônico Parlamondo. Com 30 cm e iluminado, o produto é bivolt e totalmente interativo.  Acompanha uma caneta diferenciada e basta aproximá-la do globo sobre o idioma desejado (português, espanhol, inglês, francês, alemão e italiano) e aguardar as informações relacionadas à geografia política, física, curiosidades, fatos importantes, população, estado e capital.  “O Parlamondo poderá ser facilmente utilizado em sala de aula, sendo conectado em caixas de som e recarregado via USB. A meu ver este produto é o futuro do globo terrestre didático. Cada vez mais as escolas nos pedem globos mais interativos, pois entendem que precisam acompanhar seus alunos no avanço tecnológico”, afirma o diretor da Tecnodidattica, Judicael Renouard, lembrando que além desta versão mais tecnológica, a empresa oferece as opções tradicionais e de alta qualidade. “Os nossos globos sem luz, por exemplo, são confeccionados em um tipo de polímero de alta tecnologia que oferece maior resistência e uma excelente leitura.”
Já para o segmento decorativo, o lançamento da Tecnodidattica é o Iglobe Chrome, globo iluminado de 25 cm com base em alumínio, desenvolvido em parceria com o escritório dinamarquês Tools. Judicael explica que a empresa investe constantemente em inovação e tecnologia. “Os investimentos realizados nas nossas plantas industriais na Itália são constantes. Além disso, o fato de trabalharmos com as maiores redes mundiais de materiais de papelaria, brinquedos e decoração, nos obriga a apresentarmos novos produtos. O consumidor quer novidade e ele precisa ser surpreendido, mesmo que seja um produto clássico.”
O diretor da Tecnodidattica concorda com o executivo da Libreria que os lojistas devem explorar a exposição dos globos iluminados acendendo-os, lembrando ainda que os modelos diferenciados, tais como, em alto relevo, coloridos ou com novas funcionalidades etc, também podem ganhar destaque nos pontos de venda. “Mantê-los próximos aos caixas ou em áreas que possibilitem o acesso dos consumidores são estratégias que funcionam muito bem para impulsionar a venda desses artigos”, conclui.